A Bola da Vez
Tímida, a expressão “a bola da vez” começou a marcar presença nas conversas do cotidiano, sem que a maioria imaginasse de onde surgira tão sugestiva combinação de palavras.
Saída dos verdes panos que recobrem as mesas de sinuca ou bilhar, a bola da vez é a expressão enunciada para lembrar o adepto do jogo que já foi sinônimo de malandragem, qual é a bola, na seqüência de várias, que deve receber o impacto de um taco besuntado de giz, sempre a caminho da caçapa.
A partir daí, a bola da vez passou a significar uma situação de evidência, independentemente de quem ou o que esteja em tal condição. Logo no começo, a bola da vez foi utilizada para designar situações de dificuldade, para, em seguida, também alcançar a caçapa daqueles que fazem algum tipo de sucesso.
Se o sucesso e o insucesso perambulam pela bola da vez, foi nesse estrito significado que surgiu a idéia de criar esta página eletrônica, que, a exemplo da caçapa que emoldura as mesas de sinuca, servirá de cenário, mesmo que virtual, para crônicas do esporte, sempre colocando no taco da crítica aqueles que de alguma forma estão em evidência.
Ucho Haddad